CUT colocou bloco nas ruas do Brás, em SP, para defender aposentadorias

Bloco ‘O Pinto do Visconde’ desfilou pelas ruas do bairro em que fica a sede da central para dizer não ao golpe da reforma da Previdência
por Redação RBA* publicado 04/02/2018 18h00
JORDANA MERCADO / CUT-SP
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Com o tema ‘Tirem as mãos da aposentadoria’, na sexta-feira (2), ‘O Pinto do Visconde’ chegou ao 9º ano de Carnaval

São Paulo – Carnaval é época de extravasar e botar a boca no trombone. Pelas ruas do Brás, bairro da capital paulista onde fica a sede da CUT, o bloco de carnaval ‘O Pinto do Visconde’ mais uma vez juntou folia e ironia para dizer que o golpista Michel Temer não levará a classe trabalhadora no bico.

Ele tem usado a velha mídia para tentar enganar o povo e dizer que a reforma da Previdência é boa, como se trabalhar até morrer fosse algo positivo, mas a Central mostrou que essa conversa mole não engana ninguém, dessa vez, em ritmo de marchinhas.

Com o tema ‘Tirem as mãos da aposentadoria’, na sexta-feira (2), ‘O Pinto do Visconde’ chegou ao 9º ano consecutivo de Carnaval e lembrou, em ritmo de festa, que os trabalhadores não vão se curvar a mais um roubo desse governo ilegítimo.

“Carnaval lembra alegria e democracia. Samba, uma expressão tão importante desta época, lembra resistência, assim como a que estamos tendo neste momento. E não haveria melhor lugar para isso acontecer do que o Brás, um bairro tradicional, de comércios, que já acolheu trabalhadores, imigrantes, negros e negras que fizeram daqui a sua residência”, disse o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.

Comunidade unida

Como ocorre todo ano, a concentração para a festa aconteceu em frente ao Bar do Gerson, na Rua Caetano Pinto, 611. O assessor sindical Antônio Marcos Dascânio, o Dasca, da Secretaria de Política Sindical da CUT São Paulo, foi o Rei Momo da festa, ao lado do também funcionário da CUT Nacional, Gabriel Cestaro, que usou a fantasia do personagem principal do bloco: O Pinto do Visconde.

Aos 65 anos, a comerciante Magali de Maio foi mais uma vez a madrinha do bloco. Para ela, o carnaval no bairro faz com que a comunidade se reúna e se conheça.

“Morei a minha vida inteira aqui e nunca existiu um bloco exclusivamente do Brás. Neste ano, o tema que escolhemos defende a Previdência, uma conquista tão antiga. Eu, que hoje sou mãe e avó, quero que meus filhos, netos e sobrinhos possam se aposentar um dia”, destacou.

Samba dá a letra

A sambista Renata Silva, mais conhecida como Renata Treme Tudo, sacudiu as ruas do Brás ao lado da Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara, onde é rainha de bateria.

“Eu praticamente nasci no samba, mas comecei mesmo a participar quando tinha 15 anos, no meu bairro, em Guaianazes. Depois fui me aperfeiçoando e passei por várias escolas de samba. Parei, então, por um ano e meio porque fui morar na Rússia, até que retornei ao Brasil e ao samba.”

Para Renata, o samba é sinônimo de resistência do povo negro, mas foi se modificando com o passar do tempo.

“Hoje, principalmente em São Paulo, o samba de raiz se perdeu um pouco. Aquela construção que sempre se deu com pessoas da comunidade foi substituída pelo samba de ostentação, já que a maioria das escolas convidam artistas para participar. Por outro lado, existem projetos que ocorrem nas escolas de samba que procuram fazer esse debate”, explicou.

O vozeirão do compositor e intérprete de samba André Ricardo, que já esteve em grandes escolas de São Paulo, também despertou a comunidade.  “Muito bom participar deste carnaval de rua com os moradores do bairro e com a CUT, que é tão engajada na luta. Que a gente não desista de lutar e de nosso objetivo, que é manter os trabalhadores no poder, assim como manter os nossos direitos”, disse o sambista.

Com informações da CUT-SP.

http://www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2018/02/cut-colocou-o-bloco-nas-ruas-do-bras-em-sp-para-defender-as-aposentadorias

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Primeiro dia de pré-carnaval em São Paulo reúne 2 milhões de foliões

Neste sábado, 108 blocos desfilaram principalmente nas regiões central e oeste da cidade. Hoje estão previstos mais 79 blocos que se apresentarão na capital paulista
por Bruno Bocchini, da Agência Brasil publicado 04/02/2018 12h37
EDUARDO OGATA / SECOM
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Bicho Maluco, com Alceu Valença e a cantora Elba Ramalho, atraiu milhares de foliões ao parque Ibirapuera

São Paulo – O pré-carnaval de rua paulistano atraiu cerca de dois milhões de foliões no sábado (3), primeiro dia de folia, segundo a prefeitura de São Paulo. Foram 108 blocos desfilando principalmente nas regiões central e oeste da cidade. Hoje (4), estão previstos mais 79 blocos que se apresentarão na capital paulista.

Segundo a administração municipal, até o momento não houve registro de incidentes graves. No entanto, as pessoas que usaram ontem da linha 4 Amarela do Metrô enfrentaram problemas devido ao excesso de usuários que se dirigiam ao Largo da Batata, na zona oeste, onde o bloco Casa Comigo atraiu milhares de foliões.

De acordo com a concessionária da linha, a Via Quatro, a operação de algumas estações da linha chegou a ser suspensa devido ao acionamento de botões de emergência nos vagões das composições. A linha 4 Amarela atende regiões onde estão previstos desfiles da maioria dos blocos carnavalescos.

Segundo a prefeitura, até 18 de fevereiro, 491 blocos desfilarão em todas as regiões da cidade de São Paulo. A expectativa é de que 4 milhões de pessoas participem da festa.

Carnaval de rua em São Paulo: confira a programação dos blocos do final de semana

http://www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2018/02/primeiro-dia-de-pre-carnaval-em-sao-paulo-reune-2-milhoes-de-folioes

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Bloco Simpatia ‘É Quase Amor’ ocupa a orla de Ipanema

Cerca de 60 mil foliões, segundo os organizadores, ocuparam boa parte da orla em um animado desfile, com samba que critica a atuação do prefeito Marcelo Crivella
por Nielmar de Oliveira, da Agência Brasil publicado 04/02/2018 13h01, última modificação 04/02/2018 13h22
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Componentes do bloco que desfilou ontem usam camiseta com a frase ‘Fora Crivella’

Rio de Janeiro – O bloco Simpatia é Quase Amor, um dos mais tradicionais do carnaval de rua do Rio, se apresentou neste sábado (3) na Avenida Vieira Souto, na Praia de Ipanema, na orla da zona sul da cidade, com um samba de crítica ao prefeito Marcelo Crivella.

Samba da Adivinhação, de autoria de Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Belle Lopez e Bil-Rait, escolhido para animar os desfiles deste ano, faz referência à relação do prefeito com o carnaval, que, segundo os organizadores do bloco, é de descaso. A música foi aprovada pelo público e viralizou na internet, com mais de 50 mil visualizações mesmo antes de ser escolhida como tema.

O bloco relatou dificuldades para montar o desfile: teve de se concentrar e armar sua estrutura em uma área menor do que a habitual, a Praça General Osório.

“O carnaval está aí e a gente sai como pode. Evidentemente que o poder público poderia ajudar um pouco mais, mas ao contrário: só trouxe dificuldades. Este ano, resolveram nos proibir de concentrar na Praça General Osório onde nos concentramos há 34 anos”, protestou Henrique Brandão, um dos fundadores do Simpatia é Quase Amor.

Como crítica à redução de apoio da prefeitura carioca a iniciativas da cultura de matriz africana, o abre-alas do bloco trouxe, além do tradicional estandarte, um barco carregado de palmas e flores, como oferenda a Iemanjá, orixá do candomblé.

Cerca de 60 mil foliões, segundo os organizadores, ocuparam boa parte da orla em um animado desfile. Na boca dos foliões os refrões seguem firme… “Vim pro sol de Ipanema afastar assombração, de quem não sabe a diferença entre a crença e a a nossa tradição. O Simpatia é Quase Amor vem propor adivinhação…”, cantam alegre os integrantes do bloco.

“Carnaval democrático”

Alheias à polêmica, as baianas Cristina Donnini e Luiza Atedo só queriam saber de brincar e pular. Cristina, advogada, 31 anos, que é de Salvador, mas mora atualmente em São Paulo, contou por que prefere o Simpatia: “Porque é Quase Amor”, disse, com um alegre sorriso.

“Escolhemos o Rio porque é um carnaval bem democrático. E venho sempre com as minhas amigas. Aqui a gente pode descer do prédio ou da condução e brincar o carnaval, que é bastante democrático”, acrescentou Cristina.

A administradora Luiza Atedo, também baiana e moradora de São Paulo, é outra que frequenta sempre o carnaval no Rio. “O astral é de uma alegria sem igual. O povo é diferente e alegre, descontraído. E essa praia…”, disse, suspirando.

O dia de pré-carnaval

Mais de 60 blocos participaram do sábado de pré-carnaval. O dia foi aberto com a apresentação do bloco O Céu é o Limite, às 7h da manhã, em Santa Teresa, no centro do Rio. Apresentaram-se ainda o Imaginô? Agora Amassa, nas ruas do Leblon, na zona sul; O Bloco da Sá Pereira Infantil, na Rua Capistrano de Abreu, em Botafogo, também na zona sul; e o Blocão da Tijuca, na zona norte da cidade.

Na parte da tarde, saíram blocos de nomes tão distintos como irreverentes: Me Engana Que Eu Gosto, em Botafogo; Morde e Pica Toda Hora, em Jacarepaguá, na zona oeste; e Bloco das Carmelitas, na Praça Tiradentes, região central. Os dois últimos blocos a se apresentar foram os Amigos da Esquina, no Engenho de Dentro, na zona norte; e o Bloco do Rock, na Praça Tiradentes.

http://www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2018/02/bloco-simpatia-e-quase-amor-ocupa-a-orla-do-rio-de-janeiro